Livro Ética a Nicômacos - Aristóteles - tradução direta do grego por Mário da Gama Kury

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Livro Ética a Nicômacos - Aristóteles - tradução direta do grego por Mário da Gama Kury

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Aristóteles é um dos maiores expoentes da filosofia ocidental, e entre suas obras, a Ética a Nicômacos se mostra tão relevante e atual como há 2.300 anos, quando foi escrita. Juntamente com a Política, o livro Ética a Nicômacos forma o grande tratado de ética e justiça de Aristóteles.

Que conselhos um pai poderia dar ao filho sobre ética, justiça, bens materiais, amizade, prazer, felicidade? É isso que encontramos em Ética a Nicômacos – notas de aulas dadas por Aristóteles a seus discípulos, entre os quais estava o próprio filho.

O prestígio que a Ética a Nicômacos desfruta ao longo de vinte séculos se explica, em parte, por Aristóteles desvincular a moralidade humana das essências eternas de Platão e trazê-la para a vida de todos os dias, para o “aqui e agora”, tratando o homem como ele é, e não como deveria ser. A Ética a Nicômacos não quer mudar a vida dos homens, e apresenta uma análise profunda – característica do espírito científico do autor – da moralidade como a vemos sob as várias condições da realidade. Nada melhor do que as próprias palavras do Estagirita para dar uma ideia do método aristotélico:


“Devemos então examinar o que já dissemos, submetendo nossas conclusões à prova dos fatos da vida: se elas se harmonizarem com os fatos, devemos aceitá-las; mas se colidirem com eles, devemos imaginar que elas são meras teorias” (Livro X, 8, 1179 a 17)



Naturalmente, numa mente de inclinações tão científicas, falta a poesia. Não devemos esperar de Aristóteles o brilho literário que transborda das páginas de Platão. Por outro lado, Aristóteles construiu a terminologia da ciência e da filosofia. Por isso mesmo, a tradução de suas obras é questão crítica. Traduzir do grego arcaico requer conhecimentos filológicos e históricos, para situar a obra em um contexto tão distante da sociedade moderna, sem desvirtuar suas ideias e conceitos. Eis porque a Editora Madamu optou por reeditar uma tradução direta do grego para o português brasileiro (uma das melhores disponíveis no país, se não for a melhor) – brilhantemente empreendida por Mário da Gama Kury, o grande tradutor e helenista brasileiro, e que estava há anos esgotada.

Esperamos que a nova edição contribua para o estudo da Filosofia e, como diz o Prof. Dr. José Reinaldo de Lima Lopes (que assina o prefácio), “no período de transformações pelo qual passamos é importante refletir sobre o que fazer e sobre que espécie de vida queremos para nosso futuro. Seja nas estruturas sociais, seja na tecnologia que nos cerca, tudo depende de escolhas. Nenhuma delas será fácil. Nesses termos discussões de filosofia moral ou prática tendem a dominar a esfera pública, mesmo quando tratadas como matéria de ciência e análise política. A ligação expressa e substancial que Aristóteles faz entre política e ética é um bom lugar para explorar as circunstâncias em que nos encontramos. Ela tem ainda uma contribuição importante como crítica ao emotivismo e empirismo que de tantas maneiras se tornou a visão mais corrente e vulgarizada”.

 

Este livro é indicado para advogados, contadores, administradores, jornalistas, estudantes de Direito, Filosofia, Ciências Contábeis, Administração, Comunicação e todos aqueles que se interessam pela obra de Aristóteles.

 

Título: Ética a Nicômacos
Edição: 1a.
Ano: 2020
Autor: Aristóteles
Tradução: Mário da Gama Kury (tradução direta do grego para o português brasileiro)
Prefácio: José Reinaldo de Lima Lopes
Páginas: 292
Formato: 16 x 23 cm
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-52934-31-8

 

Leia, a partir de agora, trechos da introdução desta edição, elaborada pelo tradutor Mário da Gama Kury.

SOBRE ARISTÓTELES
Aristóteles nasceu em Stágiros (posteriormente Stágira, atualmente Stavra), na Calcídice, território macedônio, em 384 a.C., e morreu em Cálcis (atual Evripo), na Eubeia, em 322. Seu pai era Nicômacos, da confraria dos asclepíadas, médico e amigo de Amintas II, rei da Macedônia. É provável que Aristóteles tenha vivido parte de sua infância em Pela, sede da corte dos reis macedônios, e que tenha herdado de seu pai o interesse pelas ciências naturais, constante em sua obra. Aos dezoito anos ele ingressou na escola de Platão, em Atenas, e nela permaneceu até 348-347, época da morte do mestre, primeiro como aluno e depois como colaborador de certo modo independente. Desgostoso com a escolha de Spêusipos, representante de uma tendência do platonismo que lhe repugnava – a transformação da filosofia em matemática –, Aristóteles deixou a Academia. Juntamente com Xenôcrates, outro filósofo platônico descontente, ele aceitou o convite de um colega na Academia (Hermias, futuro governante de Atarneus e Assos, na Mísia, Ásia Menor), que reuniu em torno de si um pequeno círculo platônico. Aristóteles permaneceu em Assos até a morte de Hermias, em 345 a.C., e lá contraiu matrimônio com Pítias, sobrinha de Hermias. De Assos ele foi para Mitilene, na ilha de Lesbos, talvez por influência de Teôfrastos, seu discípulo, colaborador e sucessor, natural de Éresos, na mesma ilha. Em 343-342 Filipe, então rei da Macedônia, convidou-o a voltar a Pela para ser professor de seu filho Alexandre; durante esse período Aristóteles compôs para Alexandre duas obras, que se perderam, chamadas Os Colonos e Sobre a Monarquia; tudo indica que suas aulas a Alexandre a respeito de política foram a origem de seu interesse pelo assunto.

Suas relações com Alexandre terminaram quando este foi alçado à regência do império, em 340, aos dezenove anos de idade; naquela ocasião Aristóteles provavelmente voltou a Stágiros. Em 335, pouco depois da morte de Filipe, Aristóteles regressou a Atenas. Nos arredores da cidade, presumivelmente entre o monte Licábetos e o rio Ílissos, onde havia um pequeno bosque consagrado a Apolo Lício e às Musas, Aristóteles se instalou em alguns prédios existentes no local e fundou sua escola; entre os prédios havia uma colunata coberta (perípatos), origem do nome da escola. Lá ele constituiu uma coleção de manuscritos – protótipo de todas as bibliotecas da Antiguidade – e, também de mapas, além de um museu com objetos para ilustrar suas aulas, especialmente de zoologia; consta que Alexandre teria contribuído com uma elevada soma para a coleção. Aristóteles estabeleceu normas para a sua comunidade, inclusive refeições em comum e um seminário mensal. Uma de suas realizações mais importantes foi a organização de pesquisas em grande escala, das quais o levantamento de 158 constituições de cidades-estados helênicas foi um exemplo. Sob sua orientação Teôfrastos realizou pesquisas botânicas, e Aristôxenos pesquisas musicais; além disto o primeiro compilou histórias básicas do pensamento helênico anterior, englobando a física, a psicologia e a cosmologia; Êudemos fez o mesmo em relação à matemática, à astronomia e à teologia, e Mênon em relação à medicina.

Durante sua segunda estada em Atenas morreu Pítias, sua primeira mulher, e Aristóteles passou a viver com Herpílis, da qual teve um filho chamado Nicômacos, a quem teria dedicado uma de suas Éticas. Após a morte de Alexandre, em 323, recrudesceram em Atenas os sentimentos antimacedônios, e uma acusação de impiedade foi levantada contra Aristóteles; este, alegando querer evitar que os atenienses “pecassem duas vezes contra a filosofia” (referindo-se ao processo do qual resultou a morte de Sócrates), deixou a escola entregue a Teôfrastos e retirou-se para Cálcis, onde morreu. A principal fonte para a biografia de Aristóteles é o livro V da Vidas dos Filósofos de Diôgenes Laêrtios, que viveu na metade do século III d.C. mas usou fontes muito mais antigas, hoje perdidas.

O “Corpus” Aristotélico
De acordo com o catálogo constante do livro V da Vidas dos Filósofos de Diôgenes Laêrtios, Aristóteles teria escrito cerca de quatrocentas obras, das quais restam quarenta e sete, entre as certamente autênticas, as provavelmente autênticas, as de autenticidade duvidosa e as espúrias, além de fragmentos das obras perdidas. Destas quarenta e sete somente uma pertence à classe das chamadas exotéricas, ou seja, obras de divulgação, para a “gente de fora da escola”, portanto o público: trata-se da Constituição dos Atenienses, descoberta no fim do século XIX; as demais se incluem na classe das obras exotéricas, ou acroamáticas, isto é, destinadas ao estudo dentro da escola, e subdivididas em notas de aula e em obras realmente científicas. O estilo das obras exotéricas era mais cuidado, e muitas delas tinham a forma de diálogos, à maneira platônica; a elas se aplicam os elogios de Cícero e Quintiliano, respectivamente nas Acadêmicas, 2, 38, 119, e nas Instituições Oratórias, X, 1, 83.

Entre as obras exotéricas chegadas até nós são geralmente consideradas autênticas as seguintes: Primeiros Analíticos, Segundos Analíticos, Tópicos, Refutações Sofísticas, Física, Do Céu, Da Geração e da Decomposição, Meteorológicos, Da Alma; os opúsculos seguintes entre os chamados em conjunto Pequenas Obras sobre Ciências Naturais: Do Sentido e das Coisas Sensíveis, Da Memória e da Reminiscência, Do Sono, Dos Sonhos, Da Adivinhação pelo Sono, Da Longevidade e da Brevidade da Vida, Da Juventude e da Velhice, Da Vida e da Morte e Da Respiração; História dos Animais (os livros VII, parte do VIII, e IX, seriam espúrios), Das Partes dos Animais, Da Marcha dos Animais, Da Geração dos Animais, Metafísica, Ética a Nicômacos, Política, Retórica e Poética (incompleta). São tidas como provavelmente autênticas as seguintes: Da Interpretação, Do Movimento dos Animais, Ética a Êudemos (presumivelmente anterior à Ética à Nicômacos). São de autenticidade duvidosa as Categorias e a Ética Maior. São consideradas espúrias: Do Mundo, Do Espírito, Das Cores, Das Coisas Ouvidas, Fisiognômicos, Das Plantas, Das Coisas Maravilhosas que se Ouvem, Problemas Mecânicos, Problemas, Das Linhas Indivisíveis, Da Situação dos Ventos, Sobre Melissos, Xenofanes e Górgias, Das Virtudes e dos Vícios, Da Economia e Retórica a Alexandre. Os numerosos fragmentos (680) das obras perdidas constam da coletânea de Valentinus Rose Aristotelis qui Ferebantur Librorum Fragment, Leipzig, 1886, que contém ainda duas Vidas do filósofo.

A Ética a Nicômacos
Apesar de os primeiros quatro livros da Ética a Nicômacos apresentarem uma sequência de certo modo lógica, o plano geral da obra é um tanto confuso. No livro I Aristóteles tenta determinar quais as coisas que são boas para o homem, inclusive qual o bem supremo ou simplesmente o Bem, e o livro termina com uma divisão das faculdades humanas em uma faculdade que elabora planos e outra que trata de sua realização; esta conclusão leva naturalmente a divisão da excelência humana em intelectual e moral. Os livros II, III e IV tratam das várias formas de excelência moral; a partir do capítulo 1 do livro II até o capítulo 5 do livro III temos um exame global da excelência moral, e o restante do livro III e todo o livro IV contêm a discussão das várias formas de excelência moral. Os livros V, VI e VII, de acordo com parte da tradição manuscrita, são comuns à Ética a Êudemos e à Ética a Nicômacos; esta circunstância pode significar que, embora as duas obras representem respectivamente uma série de notas de aula mais antiga e outra mais nova, esta parte da doutrina moral de Aristóteles permaneceu inalterada. No livro V é examinada a justiça, uma das duas formas fundamentais de excelência moral não discutidas nos livros II, III e IV. No livro VI são examinadas, de maneira perfunctória, as várias formas de excelência intelectual. Os capítulos 1 a 10 do livro VII contêm o exame de duas disposições morais situadas entre a excelência moral e a deficiência moral (a continência e a incontinência); os capítulos restantes do mesmo livro apresentam um exame do prazer.

Os livros VIII e IX, nos quais é examinada a amizade, destoam, pelo tratamento exaustivo do assunto, do resto da obra; este grau de detalhamento parece claramente deslocado no contexto da obra, não sendo aparentemente essencial em um tratado geral de ética. O livro X, sobre a felicidade, conclui adequadamente a obra, apesar de os capítulos 1 a 5 constituírem uma repetição dos capítulos 11 a 14 do livro VII, embora com algumas inovações sob certos aspectos; seus parágrafos finais são um roteiro e uma transição para a Política. Com efeito, para Aristóteles a ética é parte da ciência política e lhe serve de introdução. O objetivo da ética seria então determinar qual é o bem supremo para as criaturas humanas (a felicidade) e qual é a finalidade da vida humana (fruir esta felicidade da maneira mais elevada – a contemplação); este é o conteúdo da Ética a Nicômacos em linhas muito gerais. Depois de determinados estes dois pontos, haveria que investigar qual a melhor maneira de proporcionar às criaturas humanas este bem supremo e assegurar-lhe a fruição. Já que o homem, como diz Aristóteles, é um animal social, e a felicidade de cada criatura humana pressupõe por isto a felicidade de sua família, de seus amigos e de seus concidadãos, a maneira de assegurar a felicidade das criaturas humanas é proporcionar um bom governo à sua cidade (no sentido grego de cidade-estado); há que determinar, então, qual é a melhor forma de governo, e este é o assunto da Política.

A Ética a Nicômacos difere profundamente de um livro moderno de filosofia, se considerarmos o arranjo geral de seu conteúdo; nota-se repetidas vezes a sua condição de coleção de notas de aula, elaborada com mais ou menos cuidado, muito diferente, portanto, de um livro moderno em termos de unidade e coerência. O bem supremo, ou a felicidade, por exemplo, é objeto de discussões separadas nos livros I e X (o primeiro e o último da obra). Há também a anomalia de dois livros inteiros (VIII e IX) consagrados, como já dissemos, à amizade, enquanto a excelência intelectual é tratada de maneira a bem dizer descuidada no livro VI – um dos mais curtos da obra. Estas e outras incongruências, somadas a uma redação solta, típica de notas de aula, levaram alguns autores modernos a expressar uma opinião extremamente desfavorável a Aristóteles (Bertrand Russell, por exemplo, achava a Ética a Nicômacos “repulsiva”, segundo W. K. C. Guthrie no volume VI de sua monumental History of Greek Philosophy, página 355, Cambridge, 1981). Trata-se, porém, de opiniões exacerbadas e isoladas; uma leitura atenta da obra levará certamente a uma opinião altamente favorável ao seu autor, na qualidade de criador da ética como ciência, e até os nossos dias um de seus representantes mais ilustres, e à própria obra, o primeiro tratamento sistemático do assunto e até hoje um dos mais atuais. Afinal de contas, após a leitura da Ética a Nicômacos vemos que as criaturas humanas pouco ou nada mudaram desde a época em que viveu Aristóteles, um de seus observadores mais profundos e geniais; não é de admirar, portanto, que esta obra conserve praticamente o mesmo valor após o decurso de mais de dois milênios, principalmente se tivermos em mente a descrição que o próprio autor faz de seu método de investigação relativo às ciências práticas em geral, e especialmente à ética.

Esta Tradução
Uma das principais dificuldades na tradução da Ética a Nicômacos é encontrar equivalentes satisfatórios para certos termos do original. Em alguns casos a palavra tradicionalmente usada em português como equivalente se desgastou com o passar do tempo e seu significado adquiriu tal ambiguidade que seu uso induziria o leitor em equívoco. Isto ocorre por exemplo com areté geralmente traduzida por “virtude”; preferimos usar “excelência moral” em vez de “virtude” pura e simples, e “excelência intelectual” em vez de “virtude intelectual”. Acontece o mesmo com kakia; traduzir este termo por “vício”, como se faz tradicionalmente, seria no mínimo desorientador, e por isto demos preferência a “deficiência moral”. Outras palavras cuja tradução perfeita por um equivalente único em português seria difícil, senão impossível, são: sophrosyne, que traduzimos por “moderação” (e não “temperança”), e phrônesis, que traduzimos por “discernimento” (em vez de “prudência”). Em expressões como isotes kai homoiotes, cuja tradução por “igualdade e semelhança” pode parecer pleonástica, convém ter em vista que “igualdade” deve ser entendida no sentido de igualdade política, e “semelhança” é equipolência em termos de excelência moral ou intelectual. Quanto a “felicidade”, que usamos por falta de equivalente melhor para traduzir eudaimonia, deve-se considerar que a palavra grega significa com maior exatidão o gênero de vida mais desejável (no sentido de uma escolha racional) e satisfatório, e não uma simples disposição de espírito, ou gozo, ou contentamento.

Quanto ao critério de tradução em geral, diante da complexidade do original a tentação de parafrasear é ainda maior que na Política. Resistimos na medida do possível à tentação, dentro do mesmo princípio de fidelidade adotado em nossas traduções anteriores (no capítulo 5 da introdução à nossa tradução da Política expusemos com maior amplitude as dificuldades com que se depara o tradutor de Aristóteles que opta pelo respeito ao original, embora esta opção torne ainda mais árdua a sua tarefa). Em alguns trechos onde a concisão, ou a obscuridade, ou a corrupção do texto poderia levar a uma tradução ambígua dentro do princípio da fidelidade máxima ao original, damos em nota uma versão parafraseada ou uma explicação adicional, para evitar eventuais mal-entendidos.

Para os nomes próprios em geral adotamos o critério da transliteração do original, salvo nos casos de formas absolutamente consagradas em português, como Homero em vez de Hômeros (no caso de personagens históricos), como Alexandre (o Grande) e Filipe (o pai de Alexandre), adotamos a forma tradicional, mas quando se trata de homônimos sem conotações históricas usamos a transliteração (Alêxandros, por exemplo). Neste ponto as incoerências são inevitáveis, mas a transliteração parece perfeitamente defensável, pois é mais compatível com o princípio da fidelidade ao original. O texto adotado para a tradução foi basicamente o da edição de Immanuel Bekker das obras completas de Aristóteles para a Real Academia da Prússia (Berlin, 1831), cuja paginação reproduzimos à margem de nossa tradução, por ser usada como referência em quase todas as obras posteriores relativas ao nosso autor. As remissões, nesta introdução, nas notas e no índice geral, às linhas das colunas “a” e “b” das páginas da edição de Bekker são apenas aproximadas, pois é praticamente impossível a correspondência exata entre as linhas do original e as da tradução; consequentemente, a remissão, por exemplo, a “1179a 17” na introdução, nas notas ou no índice, corresponde aproximadamente (e não precisamente) à linha 17 da indicação de referência “1179a” (página e coluna de edição de Bekker) à margem das páginas da tradução.

Mário da Gama Kury.

 

PREFÁCIO: PROF. DR. JOSÉ REINALDO DE LIMA LOPES. Doutor e livre-docente pela Universidade de São Paulo, onde é Professor titular do Departamento de Filosofi a e Teoria Geral do Direito. Professor fundador e pesquisador da FGV Direito em São Paulo, entre 2002 e 2014. Professor visitante da Universidade da Califórnia, San Diego (1995), da Universidade Nacional da Colômbia (2001-2003), da Universidade de Munique, Alemanha (2002), da Universidade de Toulouse (2016) e de Bordéus (2018), França. Pesquisador visitante da Universidade de Roma “La Sapienza” (2009). Fundador e primeiro presidente do Instituto Brasileiro de História do Direito (2002-2005). Autor de diversos ensaios e livros, entre eles As palavras e a lei (2004), O Oráculo de Delfos: o Conselho de Estado no Brasil Império (2010) e História da justiça e do processo no Brasil do século XIX (2017).

TRADUÇÃO: MÁRIO DA GAMA KURY foi um dos mais destacados tradutores brasileiros de textos clássicos da cultura greco-romana. Ele traduziu mais de 30 textos como A Trilogia Tebana, de Sófocles, Oréstia, de Ésquilo, e organizou o Dicionário de Mitologia Grega e Romana, com aproximadamente três mil verbetes, considerado fundamental para o conhecimento dessas civilizações, sua pré-história, mentalidade, sentimentos e instituições.
Kury nasceu em Sena Madureira, no Acre, em 30 de dezembro de 1922. Filho de imigrante libanês com mãe brasileira, o jovem acreano se formou em Direito e, nos anos 1940, começou a trabalhar na Cia. Vale do Rio Doce, lá permanecendo por mais de 30 anos. No início dos anos 1970, tornou-se diretor comercial da companhia.
Intelectual singular, Kury falava seis línguas fluentemente. Quando se aposentou em 1976, pôde se dedicar mais intensamente à paixão de toda a vida: a tradução de clássicos da literatura greco-romana, diretamente do original para o português. O amor à língua de Aristóteles surgiu ainda menino ao folhear livros em grego da coleção do pai. Já adulto, decidiu aprender a ler "aqueles caracteres diferentes" por conta própria.
"Certa vez, meu pai me disse: 'Quando você crescer, procure ler esses livros porque eles são eternos'. Aquilo ficou na minha cabeça e nunca mais saiu”, relatou Kury em entrevista para o livro comemorativo dos 60 anos da Vale, publicado em 2002.
Em abril de 2013, a família de Kury doou à Academia Brasileira de Letras a biblioteca do tradutor, com mais de 1.700 livros. Incluem-se na coleção de Kury algumas raridades, entre elas um livro em latim sobre Aristóteles, datado de 1592, e um dicionário greco-romano, de 1877. Mario da Gama Kury faleceu no Rio de Janeiro, em 7 de outubro de 2016.

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