Livro Um mestre no ofício - Tomás de Aquino | Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento

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Título: Um mestre no ofício - Tomás de Aquino
Editora: Paulus
Edição: 1a.
Ano: 2011
Autor: Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento
Páginas: 120
Formato: 13 x 18 cm
AcabamentoBrochura
ISBN: 978-8534933186

Você conhece o pedreiro Valdemar?, relembrando a conhecida marchinha de Wilson Batista e Roberto Martins, suspeita de subversão na época do lançamento, o professor Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento faz a mesma pergunta em relação a uma figura muito diferente do pedreiro Valdemar: o teólogo e filósofo medieval Tomás de Aquino. Ambos são figuras reais. O pedreiro Valdemar continua seu trabalho sofrido nos pedreiros e serventes de pedreiro que suam na obra ao lado da casa onde moro. Tomás de Aquino deixou-nos há séculos, mas continua entre nós através de sua obra e daqueles que se dedicam a ela.

Em seu livro, consegue unir clareza e senso de humor, seriedade e competência, conduzindo assim ao encontro de uma figura humana e de um pensamento que continuam vivos depois de sete séculos. Tomás não criou uma philosophia perennis, mas uma obra filosófica e teológica que permanece e permanecerá uma referência no movimento em busca da verdade. A primeira parte do livro se intitula O Mestre. Apresenta um panorama da vida de Tomás e do mundo em que ele viveu: família, passagem pelo mosteiro de Monte Cassino, atribulado caminho e ingresso na Ordem dos Pregadores, atividade como frade dominicano dedicado ao estudo, ao ensino e à escrita em Paris, Nápoles, Orvieto e Roma, a morte na abadia cisterciense de Fossanova, perto de Roma, a 7 de março de 1274, quando seguia para participar do 2º concílio de Lião. Apesar da movimentação entre conventos e províncias dominicanas, países e cidades, a vida de Tomás correu sem os lances novelescos da vida de um outro grande mestre, Agostinho. Uma leve semelhança entre as duas se encontra na reação de Tomás ao por para correr com um tição aceso a sedutora posta pela família, na prisão do castelo onde o mantinha retido na esperança de vê-lo desistir de tornar-se frade dominicano. A aventura de Tomás foi interior, conduzida pela pergunta que o acompanhou a vida inteira e que ele teria formulado pela primeira vez quando ainda menino, durante a estada em Monte Cassino: “Quem é Deus?”.

Em seguida, Carlos Arthur relata a atividade de Tomás em Paris, Nápoles, Orvieto, Roma, outra vez Paris, retorno a Nápoles, morte na abadia de Fossanova, tendo satisfeito dias antes o desejo de comer arenques. Nesse vaivém, Tomás ensina, escreve, participa de polêmicas, responde a consultas do papa, de outros bispos, de alguns nobres, prega para o povo. Juntamente com as informações sobre Tomás, Carlos Arthur faz referências esclarecedoras sobre o sistema de ensino da universidade de Paris onde, além das aulas, havia debates e discussões com muita liberdade. Ainda jovem professor, Tomás começa a se destacar pelo “novo” no conteúdo do ensino e na metodologia, e assim continuará. Haja vista o entendimento das relações entre a razão humana e as verdades da fé, a resposta a questões “quentes” na época como a eternidade do mundo, a unidade da alma, a unidade do intelecto para toda a humanidade.

Carlos Arthur dedica a segunda parte do livro à Suma de teologia, obra maior de Tomás. De início, explica o próprio título da obra: o que é uma suma e o que se entende por teologia. Em seguida, apresenta a estrutura da Suma, sua divisão em partes, subdivisão das partes em questões, das questões em artigos, estrutura dos artigos. Exemplifica essa apresentação, esmiuçando a pergunta fundamental da Suma: Se há um Deus, origem de todas as coisas, realização completa e acabada de tudo. Segue a apresentação da primeira parte da Suma, onde Tomás explica o que seja a teologia, o conhecimento humano de Deus Uno e Trino, a criação e o ser humano criado “à imagem de Deus”. Comentando essa parte, Carlos Arthur toca em diversos pontos de interesse, dentre eles a superação da contradição aparente entre a primazia da teologia negativa no pensamento tomasiano e o fato de Tomás ter escrito tanto sobre Deus. Ele que dissera: “A última palavra do conhecimento que o ser humano pode ter de Deus é que não conhece Deus” (De potentia VI, 5, 1d 14), embora também tenha feito essa bela afirmação: “Conseguir ver algo das coisas altíssimas, mesmo por pequena e fraca consideração, já é agradabilíssimo” (Contra os gentios 1,8). Teologia negativa é aquela tendência que, no conhecimento teológico, acentua o caráter incognoscível, impenetrável, misterioso do Ser Divino. Outra característica do pensamento de Tomás consiste em falar de Deus sempre relacionado ao ser humano criado e salvo por Ele, sem que isto diminua em nada a consistência e a autonomia da condição humana. O capítulo termina com a exposição de um mapa da primeira parte da Suma.

Carlos Arthur começa a apresentação da segunda parte, citando e comentando o prólogo, que indica a direção das 189 questões subsequentes. Diz alguém que a Bíblia é a antropologia de Deus. A palavra escrita de Deus revela quem Deus é para nós seres humanos e, dessa maneira, revela o que nós somos. Existe algo de análogo na Suma de teologia. Embora seja de teologia, a mais extensa de suas partes trata do ser e do agir humano: paixões, sentimentos, virtudes, vícios, pecados. Escreve Carlos Arthur: “...a teologia,discurso sobre Deus, é um pouco de dogma, muita moral e os sacramentos” (p. 75). A moral de Tomás de Aquino é uma moral da liberdade, das virtudes e das situações (p. 91), expressão da relação entre o modelo (Deus) e a imagem (o ser humano), imagem que vai se fazendo através das escolhas que conduzem o ser humano ao que quer ser e ao que quer que o mundo seja. Uma moral que, em última instância, remete à graça. “Assim, o Cristianismo transpõe e leva à perfeição um quadro formado com os recursos do que é natural aos seres humanos” (p. 88). Quem é Deus? É a fonte de todo ser e o fim último das criaturas através da ação humana. Aqui entra o escândalo do Cristianismo: a encarnação. Esse Deus que a fala humana tenta exprimir com termos tão eloqüentes, assumiu nossa condição, se fez um de nós em Jesus Cristo.

E assim entramos no comentário de Carlos Arthur à terceira parte da Suma, dedicada ao Deus encarnado. Depois da abordagem da pergunta primeira: “Se seria conveniente que Deus se encarnasse”, segue a apresentação da cristologia de Tomás. Sobre a resposta à pergunta em torno da conveniência da encarnação, Tomás acentua seu caráter redentor, embora deixe aberta a possibilidade de existirem outros motivos. Hoje em dia, se valoriza sempre mais um outro encaminhamento que também se enraíza na tradição: o Verbo se encarnaria mesmo que não tivesse havido pecado e conseqüente necessidade de redenção. Parece uma questão de interesse para pessoas piedosas e desocupadas, mas na verdade contém sérias ressonâncias teológicas e pastorais. Voltando à cristologia de Tomás, Carlos Arthur recorda que ela possui caráter especulativo, mas não se limita a ele, podendo-se falar também em um caráter histórico-salvífico. Portanto, Tomás estuda a constituição ontológica do Cristo, mas também sua existência e atividade terrenas, paixão, morte e ressurreição em nosso favor. Depois da cristologia, vêm os sacramentos. Neles se prolongam a ação salvadora de Deus, os gestos salvadores de Jesus, com os quais se edifica a Igreja. Tomás morreu quando escrevia a parte da Suma referente ao sacramento da penitência. Posteriormente tentou-se completá-la com um Suplemento baseado no Escrito sobre as Sentenças e publicado em algumas edições da Suma.

O último capítulo se intitula E agora, José?. Com este verso de Carlos Drumond de Andrade, Carlos Arthur de certo modo questiona os leitores de seu livro. Depois de narrar algumas estripulias bem medievais em torno do cadáver de Tomás e também de algumas estripulias em torno de sua obra, desde a condenação de algumas de suas teses à atribuição de uma perenidade que nunca passou pela cabeça do grande mestre na fé, são-nos dadas algumas informações básicas para uma leitura proveitosa de Tomás: as duas orientações opostas no encontro do Cristianismo com a cultura grega: rejeição ou diálogo, situando-se Tomás na perspectiva do diálogo, a interação entre razão e fé em Agostinho, a retomada da questão e a resposta formulada por Tomás. Houve quem comparasse a Suma a uma imponente catedral gótica. Neste sentido, o livro de Carlos Arthur assemelha-se a um mapa a nos conduzir na penetração dessa obra. Por esse motivo, uma leitura verdadeiramente proveitosa de Um mestre no ofício: Tomás de Aquino deve ser feita com a Suma ao lado para ter a experiência direta da obra de Tomás, sob a guia de quem a conhece profundamente. Mas se o leitor não tiver disposição para tanto, leia o livro assim mesmo calma e atentamente, e não deixará de tirar muito proveito. Após o texto seguem algumas indicações de leitura para um aprofundamento posterior e uma tabela que esquematiza as questões sobre o direito e a justiça.

SOBRE O AUTOR
O prof. Dr. Carlos Arthur possui graduação em Filosofia e Teologia pela Escola Dominicana de Teologia (1961), mestrado em Estudos Medievais - Université de Montréal (1967) e doutorado em Estudos Medievais - Université de Montréal (1976). Em 1992 fez pós-doutorado na Université de Montréal.

Atualmente é professor titular aposentado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia medieval (Abelardo, Tomás de Aquino e João Duns Scot).

Publicou como autor: “Um mestre no ofício: Tomás de Aquino”, “Santo Tomás de Aquino: o boi mudo da Sicília”, “Para ler Galileu Galilei”, “O que é Filosofia Medieval”, “De Tomás de Aquino a Galileu”, além de artigos em revistas especializadas e capítulos em obras coletivas.

Como tradutor facultou ao público brasileiro o acesso a obras como “Ciência e Fé: Cartas de Galileu sobre o acordo do Sistema Copernicano com a Bíblia”, “Lógica para Principiantes” de Pedro Abelardo, “Comentário ao Tratado da Trindade de Boécio”, “Suma de teologia: [Primeira parte – questões 84-89]”, “O ente e a Essência”, "De Regno ad Regem Cypri" de Tomás de Aquino, as três primeiras "Disputas Metafísicas" de Francisco Suarez, além de uma coletânea de textos de Duns Scot para a coleção Os Pensadores.

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